O esquema foi descoberto a partir de uma gravação telefônica e envolve a denúncia de compra de apoio político promovido pela coligação “A Vontade do Povo”, encabeçada por Cássio Cunha Lima, citando textualmente o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN), e revelou, que o prefeito, o vice e mais quatro vereadores estariam se vendendo. Vinte e quatro horas depois, o prefeito Cícero Francisco aparece ao lado de Cássio Cunha Lima confirmando a adesão, cena registrada pela mídia. Segundo um dos advogados da coligação “A Força do Trabalho”, Celso Fernandes, a gravação, com a voz do prefeito de Caiçara, cita nomes de diversas lideranças políticas. “A gravação é contundente, cita nominalmente as pessoas da coligação adversária e cita claramente valores de R$ 200 mil e de R$ 600 mil”. O Código de Ética do PSB exige dos filiados o cumprimento das decisões emanadas dos órgãos partidários, assim como o decoro no exercício de mandato ou função pública, o que, segundo a representação, foi desrespeitado, pois, além de não cumprir as decisões do seu partido, o envolvido teria participado de um crime eleitoral tipificado no Art. 299 do Código Eleitoral (Lei 4737 4737/65), com pena de reclusão de até quatro anos. Segundo o jurídico da coligação “A Força do Trabalho”, a PF deve intimar os envolvidos para que prestem declarações, além de ser aberto um inquérito policial federal por crime eleitoral, sendo também acionado o Ministério Público Eleitoral para a propositura de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE).
Por PB Agora


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